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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Feynman sobre eletricidade

"Consider a force like gravitation which varies predominantly inversely as the square of the distance, but which is about a billion billion billion billion times stronger. And with another difference. There aro two kinds of "matter", which we can call positive and negative. Like kinds repel and unlike kinds attract - unlike gravity where there is only attraction. What would happen?

A bunch of positives would repel with an enormous force and spread out in all directions. A bunch of negatives would do the same. But an evenly mixed bunch of positives and negatives would do something completely different. The opposite pieces would be pulled together by the enormous attractions. The net result would be that the terrific forces would balance themselves out almost perfectly, by forming tight, fine mixtures of the positive and negative, and between two separate bunches of such mixtures there would be practically no attraction or repulsion at all.

There is such a force: the electrical force. And all matter is a mixture of positive protons and negative electrons which are attracting and repelling with this great force. So perfect is the balance, however, that when you stand near someone else you don't  feel any force at all. If there were even a little bit of unbalance you would know it. If you were standing at arm's length from someone and each of you had one percent more electrons than protons, the repelling force would be incredible. How great? Enough to lift the Empire State Building? No! To lift Mount Everest? No! The repulsion would be enough to lift a "weight" equal to that of the entire earth!"

Ótima introdução sobre eletricidade no Feynman Lectures on Physics II. Sugiro fortemente a leitura para quem, como eu, gosta de ciência.


domingo, 1 de janeiro de 2012

2012

Em todas as passagens de ano, assim que os fogos começam a subir, relembro dos acontecimentos do ano anterior e estabeleço, em linhas gerais, o que quero fazer no seguinte, que acaba de chegar. Mas nunca consigo terminar (pelo menos durante a virada) porque quando os fogos estouram, vemos primeiro as luzes e depois ouvimos o som - e ai eu já penso em física e meu planejamento fica em segundo plano, hahahaha.


Esse ja é um fato óbvio para nós, afinal, sabemos todos que a velocidade da luz no vácuo é da ordem de 3x10^8 m/s e que a velocidade do som no ar é algo em torno de 340 m/s (a luz viaja aproximadamente um milhão de vezes mais rápido que o som no ar). Portanto, o piscar dos fogos de artifício é visto quase que instantaneamente, mesmo se você estiver a quilômetros de distância do local de emissão. Por outro lado, o som "que acompanha" o piscar dos fogos chega tanto mais  atrasado aos seus ouvidos quanto maior for a separação entre você e a fonte da explosão dos fogos, e às vezes até nem chega a ser ouvido, dependendo da ordem de magnitude dessa distância.
Embora o papo seja sobre física elementar, é interessante notar que o homem não nasceu sabendo da diferença entre velocidade do som e da luz - talvez por muito tempo acreditou serem iguais até perceber que esse mesmo fenômeno moderno dos fogos de artifício ocorre com raios e trovões. É provável que nos séculos XV e XVI uma investigação mais profunda tenha começado sobre esse assunto, porém os cientistas só conseguiram determinar a velocidade do som e da luz com precisão razoável no século XIX.

Há também outras ocasiões que me despertam para pensar em física - o metrô é uma delas, por exemplo. É bem manjado falar de metrô quando estudamos sobre movimento relativo, conservação da quantidade de movimento, fenômenos da dinâmica em geral, mas é muito mais interessante pensar nesses assuntos durante uma viagem dentro do vagão. Na hora que o metrô em que estamos inicia seu movimento, podemos nos iludir e pensar que o vagão que está em movimento é, de fato, um outro vagão parado que vemos pela janela, não o que estamos. Por frações de segundo a sensação é totalmente verossímil e compatível com a ideia básica da dinâmica - os movimentos dependem de um referencial. Durante a viagem, soltar as mãos e ser surpreendido por uma frenagem quase sempre resulta em pessoas arremessadas, xingamentos e reclamações. Mas nós, que somos meio malucos e pensamos em física dentro do metrô, agradecemos a ocasião pois verificamos a inércia, o atrito e o torque (sem o atrito, permaneceríamos indo para frente; ele puxando nossos pés, somado com o a inércia, cria um torque que tende a nos levar para o chão). Então na próxima freada conseguimos contrabalancear esse efeito jogando o corpo para trás - o que faz com que o torque gerado pela força peso seja igual ao torque gerado no momento da frenagem, mas em sentido contrário - daí não sofremos o arremessão. Enfim, não se pode negar que o metrô é um prato cheio para os doidos de plantão, e não por acaso Einstein utilizou-os para demonstrar mentalmente algumas experiências da sua relatividade restrita.

Brincadeiras à parte, acredito ser essencial, para o ser humano, possuír esse espírito de investigação, de observação. Questionar e pesquisar são ferramentas importantes - não só para desvendarmos esses pequenos fatos do cotidiano sobre a ótica da ciência e satisfazer nossas curiosidades pessoais, mas também para não cometermos enganos, não sermos "passado para trás". Infelizmente essas ações estão perdendo seu valor num mundo que caminha para a desgraça: Nunca antes, na história da humanidade, se esteve tão cheio de tecnologias e conhecimentos acumulados, que podem servir de forma útil para qualquer um, em qualquer situação e em qualquer lugar do globo; mas nunca se aceitou tantas besteiras como as que lemos, vemos e ouvimos todos os dias, de forma avassaladoramente passiva, como se aceita atualmente.

Portanto, eu desejo que em 2012 a humanidade se desperte do sono dogmático da ignorância que a assola há tempos!

Um grande abraço para todos os amigos e leitores do blog.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

2011

Feliz ano novo!

Metas a curto prazo para o blog: Escrever um post sobre Taylor em 2 variáveis e sobre GA e Álgebra Linear.

Metas que tracei na volta da viagem da praia (curtíssimo prazo): Animar um pêndulo em algum software.

Metas concluídas: A anterior, nessa madrugada, no Mathematica:


Da até para "dumpear" hahaha ficou legal. Pretendo mandar para o Wolfram Demonstrations ai então divulgarei o código.

Próximas Metas: Tentar fazer o mesmo no Scilab e modelar/animar um sistema massa-mola acoplado.

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